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Detalhes preciosos
Henrique Inglez de Souza
 Olha, assim que terminei esta edição, a sensação mais latente em mim era a de liberdade. Não é que eu tivesse me sentido preso, carregado ou algo pejorativo dessa natureza ao longo do processo. Nada a ver! Essa coisa boa veio da coincidente coleção de pautas conectadas pela linha do desprendimento. Tanto faz o tema ou o entrevistado, as páginas desta BP abordam, sob perspectivas variadas, a maravilha do transitar sem amarras – sejam estas ruins ou simplesmente relativas ao gosto (como no caso da falta de trastes no braço do baixo). Enfim, a revista vem impregnada dessa qualidade que jamais devemos negligenciar. Jamais! A grande manifestação do ser humano está no verbo poder. Eis um privilégio que a maioria desconsidera, se confunde ou mesmo nem realiza que tem. “Poder” é o pior desperdício dos tolos, mas a eterna alegria dos vivos. É também a origem do substantivo homônimo que, quando bem aplicado, rende frutos positivos. Agora, nas mãos de crápulas, macula qualquer direção que se queira seguir. Quem celebra as pequenas conquistas diárias alimenta algo maior e inestimável: dormir com a alma envaidecida por aquilo que fez a ela. Permitir-se ir além, colocar abaixo o muro que delimita a sua zona de conforto e usar a inesgotável cota do “eu posso” nunca fez mal a ninguém. É com isso que normalmente contamos, desde as questiúnculas às sinucas de bico. A liberdade está nos detalhes! Já aqueles que se condicionam ao quão difícil é “chegar lá” provavelmente manterão a autoestima sufocada por uma persistente e indesejável coriza emocional. É claro que, se sonhar é de graça, que sonhe grande... Concordo e pratico isso plenamente! Entretanto, prender-se de maneira obsessiva às vontades megalomaníacas, esquecendo-se de cultivar os detalhes, acaba por tornar a pessoa uma sofredora gratuita, nunca realizada na vida. Imagine, então, a música que pode produzir! Está complicado para você? Mas quem é que disse que seria fácil?! Acho que todos os nomes abordados aqui usaram seu desprendimento sem fraquejar para atingir o ponto que os trouxe até esta edição da BP. Esse foi o tom comum por trás de cada mote responsável por me causar a sensação latente à qual me referi no início. Como é bom poder poder!! A liberdade é mesmo a fiel aliada do respeito, e ambos convivem na harmonia da interação e do companheirismo. Formam um belo casal.
Matéria completa na Revista Bass Player 30/Março de 2014.
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