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Quem vê capa não vê coração
HENRIQUE INGLEZ DE SOUZA
 Músico que é músico é mais do que fã. Não vê barreiras nem se constrange ao visitar estilos variados. Mesmo que não goste, pelo menos conheceu e respeitou. Não viu problema nem radicalizou. Preconceito é uma atitude que deve ser necessariamente cortada do nosso cotidiano. Bom, isso vale para todos neste planeta, e não somente músicos (deveria valer, não é mesmo?).

Além de escalas, técnicas, ritmo, fluência, ouvido etc., inclua em seus exercícios diários o combate a algo extremamente danoso. Combata a postura de cuspir em tudo que não faz parte do seu próprio mundo. Como ferramenta, empunhe a curiosidade. Essa, sim, deve aparecer em cada página de sua cartilha. Músico que se encolhe diante do novo, que empina o nariz e faz cara de anchova grelhada amputa a própria musicalidade.

Por muitas vezes na história, foram justamente o xeretismo e a bagagem de conhecimento que mudaram percursos. Gente que visitou outras paisagens e resolveu experimentar, originando ou desenvolvendo novos estilos. Isso só aconteceu porque houve o espírito de se querer sair da zona de conforto, de ir atrás do algo a mais que sempre existe. E é assim que a coisa funciona!

A pessoa sem curiosidade vai se tornando vazia, estacionada, rabugenta e monossilábica. Logo, sua produção perde forma, cor e sabor. Vira trivial, sem graça, desinteressante. Fico observando a minoria que sempre reclama das capas que publicamos (basicamente, os mesmos). Quando não é um assunto que os interessa, chove crítica e apedrejamento – sem nem uma folheada atenta na revista. Perdem, portanto, a chance de aproveitar outras partes do conteúdo.

É um direito dessa minoria? Sim, é, mas onde está a curiosidade, hein? Uma publicação como a Bass Player é plural, eclética. Não se resume a um único assunto. Procuramos abranger de forma ampla. Agora, será que é com essa visão unilateral que os reclamões encaram a música? Ou então, será que é assim que querem construir uma carreira, à base de radicalismo e falta de interesse? Se sim, estão no caminho errado, fora da trilha da arte.

Matéria completa na Revista Bass Player 22/Julho de 2013.
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