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A Hora Certa
HENRIQUE INGLEZ DE SOUZA
A vida é cheia de idas e vindas, esquinas e sarjetas, surpresas e rotinas. Goste você ou não desse tipo de clichê, o fato é que a mecânica das coisas continuará exatamente assim. Não é nossa implicância que vai mudar o mundo. Vivemos em um planeta que gira em torno do próprio eixo e também do Sol. Ou seja, cuja própria natureza é cíclica. Portanto, não é de se espantar que aquilo que produz (nós e todos os outros tipos de vida) aja diferentemente.

Bom, mas o que essa filosofia de boteco tem a ver com a Bass Player em suas mãos? A resposta é Jason Newsted. Esse cara experimentou altos e baixos intensos ao longo da carreira. Saiu de um grupo modesto para entrar na já consagrada potência Metallica. E mais: substituindo um monstro sagrado chamado Cliff Burton. Mas deu conta do recado. Conquistou.

  Dali em diante, conheceu o lugar mais alto do sucesso. Ganhou fama, prestígio e grana. Musicalmente, percorreu um trajeto de humores variados, indo do thrash metal genuíno ao rock pop-MTV açucarado e pré-fabricado. Foi assim até entrar nos confusos anos 2000. Essa movimentada etapa marcou seus anos no venerado grupo californiano.

Porém, o baixista não resistiu. Ficou de saco cheio do clima no Metallica e se mandou. Encontrou Voivod e depois Ozzy Osbourne antes de despencar para um ostracismo quase completo de uma década. E fez sua morada no underground. Mas, quando tudo parecia já acomodado, eis que o clichê volta a entrar em ação!

Em 2013, Newsted ressurgiu e ganhou evidência. O ciclo da vida tirou esse cara do limbo e o reaproximou do sucesso do qual jamais deveria ter se distanciado. Sua nova banda, Newsted, estreou com um EP calibrado e embalado pelo mais refinado heavy metal. Sua competência, livre dos caprichos de outros, finalmente se mostrou ao grande público – e agradou!
  É, o mundo dá voltas mesmo! O que temos acompanhado pela mídia é alguém que retomou o espaço que era seu. Um momento de ascensão, que, na verdade, está apenas começando. Portanto, nada mais instigante do que ouvir do próprio o que pensa e sente em relação às suas idas e vindas na música. Esse momento-chave (para o baixista e nós da revista), eu resumo com uma frase que ele falou bastante no papo exclusivo que tivemos: “É a hora certa!” 
Matéria completa na Revista Bass Player 21/Junho de 2013.
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